"Quando o amor está mesclado com os impulsos do instinto e do desejo, nós o encontramos sob o nome de paixão. Quando o amor traduz afinidade, carinho e respeito mútuo, nós o chamamos de amizade. Quando resvala pelos caminhos áridos do ciúme e da posse, e aprisiona, encontramos o apego.
Quando o amor liberta, nós o chamamos de renúncia. Quando está fechado em si mesmo, como semente escura e enclausurada, é egoísmo. Quando se expande como um sol ardente, em benefício do semelhante, e se torna divino, então o chamamos de caridade.
O ódio é apenas ausência de amor, assim como a sombra é ausência de luz, ou então... é o amor traído e, por isso mesmo, tempestuoso. O amor é como o sol... está por toda parte. A diferença está na maneira como o refletimos.
Ele é a força que une os mundos, até mesmo aqueles tão diferentes como eu e você. Está presente nos pequenos seres e nos recantos mais escondidos do coração.
Quando nos afastamos desse amor, sentimos frio e infelicidade na alma. Se nos aproximamos dele, sentimos paz e alegria. Contudo, esse amor terá matizes diversos, segundo a nossa capacidade de percebê-lo em nós.
Está é a lei da vida: estamos imersos nesse amor, viemos dele e é ele o destino de todos nós. Se viemos todos do mesmo lugar, por que tanta violência no mundo, tanta falta de amor?
A verdade é que, em tempos de velocidade tecnológica, automação industrial, progressos da cibernética, da ciência, da informática, o amor é e será sempre o grande diferencial do ser humano."
/P*I.
fonte:"A arte de saber viver - Gilcler Regina"
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